Ozonioterapia na Odontologia?

12 de fevereiro de 2020

Em 1840, o homeopata Joseph Lloyd Martin descobriu a aplicabilidade do ozônio, inicialmente empregado na desinfecção de salas e materiais cirúrgicos. Um século depois, a ozonioterapia está crescendo e já são diversos os estudos científicos sobre a técnica aplicados nos diferentes ramos da Medicina, em especial na Odontologia.

O Brasil tem destaque nessas pesquisas, sendo o quinto com a maior produção científica relacionada ao tratamento, um método que pode proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes, sendo biologicamente compatível, menos doloroso e muito seguro.

A ozonioterapia utiliza o gás ozônio como um recurso terapêutico por ser uma molécula com elevado poder antimicrobiano, sem os efeitos colaterais que as substâncias manipuladas quimicamente apresentam ao nosso corpo.

Sua ação oxidativa e antimicrobiana pode ser aplicada de diferentes maneiras. Conhecido na forma de gás, também pode ser encontrado em meio à água e ao óleo. A água ozonizada e o gás aceleram a cura da infecção da polpa dentária relacionada ao tratamento de canal e são efetivos contra fungos encontrados nas próteses. Essa efetividade também pode ser aplicada em tratamentos como de doença periodontal (inflamação gengival e em tecidos de sustentação), lesões labiais, disfunção temporomandibular (ATM), além de alguns estudos já demonstrarem a eficiência do ozônio contra as bactérias da cárie.

É um tratamento amplamente seguro que, de acordo com a Associação Alemã de Ozonioterapia, possui baixíssima probabilidade de causar efeitos adversos: apenas 0,0007%. Trata-se de uma solução da Medicina alternativa reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Odontologia desde 2015. Consulte o seu especialista no A&D para saber mais sobre este e outros tratamentos.